quinta-feira, 20 de outubro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os meus Celicas - 4 - Toyota Celica GT Four "Ancap"

4
Mais uma decoração da Ninco para o fantástico GT Four. Desta feita trata-se da representação do Celica de Gustavo Trelles, usado no Rally da Catalunha em 1995. Trelles conseguiu nesse ano o 5º posto da prova que foi vencida por Carlos Sainz em Subaru Impreza.

Gustavo Trelles foi um piloto uruguaio que após alguns bons resultados com Lancia HF Integrale, saltou para o Grupo N onde maioritariamente pilotou Mitsubshis. Este Celica era preparado pela equipa Grifone.




Para mal dos nossos pecados, neste mesmo rally, um dos comissários descobriu um turbo restritor a fingir no carro de Didier Auriol. Apesar de ser o único na batota toda a equipa TTE foi punida e banida do Mundial de Rallys, terminando aí a sua existência.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SCX homenageia um mestre, mais uma vez


Num lançamento mais ou menos furtivo, a SCX homenageia mais uma vez Collin McRae. Desta feita com um modelo de grande impacto visual, mas também algo desconhecido do público europeu. Trata-se do modelo que McRae utilizou nos X-Games de 2006.
Os X Games são organizados pela ESPN anualmente nos Estados Unidos, assemelhando-se a uns Jogos Olimpicos dos desportos acção. Na ediçao de 2006 McRae conseguiu o segundo lugar na categoria Rally muito por culpa do acidente que teve a duas curvas do final que danificou a frente do seu Subaru.
Sem dúvida um modelo de belo efeito. Falta agora saber na pista como se porta...

domingo, 28 de agosto de 2011

Os meus Celicas - 3 - Toyota Celica GT4 #2 R. Lombard 1990


O Celica GT-Four, de nome de código “ST165”, foi o primeiro da Toyota, a competir no Campeonato Mundial de Ralis com tracção integral. Ele tem a distinção de dar à Toyota o seu primeiro título de pilotos, reivindicado por Carlos Sainz, em 1990.
Em 2007, o “Goodwood Festival of Speed” viu o lendário sueco “Bjorn Waldegard”, estrela de rali, mais uma vez a conduzir o carro em que ele conquistou uma monumental vitória no “Rally Safari 1990”.



O Celica GT-Four foi desenvolvido a partir do zero para atender às novas regulamentações do “Grupo A”, apresentando-se para a temporada de 1988, mas um atraso na homologação levou a que ele não fizesse a sua estreia até ao “Tour de Corse”, o quinto evento do ano.
Havia muitos recursos inovadores no design e engenharia do “GT-Four”, incluindo uma caixa Xtrac de seis velocidades. A Toyota estava totalmente empenhada em ganhar o “WRC” e os seus engenheiros trabalharam intensamente na solução de problemas até ao meio da temporada de 1989. Depois veio o crédito para o qual todos tinham trabalhado, com “Carlos Sainz” a colocar-se num impulso agressivo no “Rali dos 1.000 Lagos”, demonstrando exactamente o que este carro notável foi capaz de fazer. A sua qualidade foi selada no evento seguinte, o “Rali da Austrália”, com “Juha Kankkunen” conseguindo a sua primeira vitória no Mundial.

Em 1990, o GT-Four foi sistematicamente o alvo a abater. Após conquistar o segundo lugar na corrida de abertura em “Monte Carlo”, ele ganhou o “Rali Safari”, da “Acrópole”, “Nova Zelândia”, “1.000 Lagos” e o “RAC”. Carlos Sainz foi o primeiro piloto da Toyota a ser campeão do mundo de ralis e a marca conquistou o segundo lugar no campeonato de fabricantes.



A vitória de “Bjorn Waldegard” no “Rali Safari de 1990” foi heróica, verdadeiro material de que são feitas as lendas. Cinquenta e oito carros alinharam na partida, mas apenas 10 acabaram, lutando em condições extremas, com as chuvas torrenciais a cada dia do evento.
A vitória de "Waldegard" nessa edição, foi a sua quarta e mais doce, tendo conquistado o percurso de 4.181 km com 38 minutos de avanço sobre o seu rival mais próximo. A Toyota confirmou ainda os terceiro e quarto lugares do Rali.
O motor de base para o “GT-Four” foi o “3S-GTE Turbo Toyota 2,0-litro”, unidade de quatro cilindros DOHC, com uma produção aumentada de 185 para 265cv em consonância com os novos regulamentos do Grupo A. Pontos fortes: boa resposta, boa aceleração e entrega de binário em baixo e médio regime, acoplado à tracção e desempenho proporcionado pelo sistema de quatro rodas motrizes.
O carro estava chegando ao pico de perfeição no início da temporada 1991, vencendo em “Portugal”, “Córsega”, “Nova Zelândia” e “Argentina”. O destino levou a melhor no entanto, com a saída de estrada de Sainz em dois eventos consecutivos e foram suficientes para lhe negar os títulos. Mas o GT-Four conseguiu desempenhar um papel formidável no estabelecimento da relação entre a “Toyota” e a “Toyota Team Europe (TTE)” como um dos principais entre as equipas de fábrica, alcançando o seu pleno potencial em apenas dois anos.

Características do modelo real



Configuração: 3S-GTE Rectilineo 4
Localização: Frente, montado transversalmente
Cilindrada: 1,998 litros / 121,9 no cu
Diâmetro / Curso: 86,0 milímetros (3,4 in) / 86,0 mm (3,4 in)
Compressão: 8.5:1
Valvulas: 4 válvulas / cilindro, DOHC
Injecção: Directa
Aspiração: Turbo e Intercooler

Transmissão
Chassi / Carroçaria: Monobloco, aço
Travões: De discos ventilados, em todas
Caixa de velocidades: Xtrac caixa de velocidades manual de 6 velocidades
Tracção: AWD

Dimensões
Peso: 1100 kg
Comprimento / Largura / Altura: 4365 mm (171,9 in) / 1710 mm (67,3 in) / 1300 mm (51,2 in)

Performance
Potencia: 265 cv / 198 KW @ 6000 rpm
Binário: 380 Nm / 280 ft lbs @ 4400 rpm
Peso/Potencia: 0,24 cv / kg

O modelo de Slot

Fez parte dos primeiros modelos equipados com autêntico sistema de tracção integral às quatro rodas. Inicialmente este fabricante, a "Scalextric / SCX", havia-se lançado nesta aventura através dos "Audi Quattro", mas cuja tracção era feita através duma correia que passando por uma polia, unia o eixo de trás ao da frente, aliás, sistema ainda hoje imensamente divulgado e utilizado.



Mas a par do modelo "959" da "Porsche", o "Toyota Celica" integrava um motor cuja designação "RX8", possuía um veio extraordináriamente longo para a frente do modelo. Em cada uma das extremidades acoplou-se um pinhão, cuja tarefa era fazer o ataque a uma cremalheira que se situava tanto no eixo posterior como normalmente acontecia, mas também agora, ao eixo anterior. Também hoje imensamente vulgarizado este sistema, foi no entanto naquela época, revolucionário.



Nascia assim para o mundo do Slot, uma revolução ao nível das quatro rodas motrizes. Poderemos dizer então, que também aqui o"Celica" se tornou num modelo revolucionário.



De boa reprodução geral, sobretudo se atentarmos à época em que o aprimorar dos pormenores não era ainda tido em atenção como actualmente, mas de linhas muito puras e a definir muito bem as linhas do modelo real.



Características do modelo de Slot

Fabricante: Scalextric / SCX
Motor: RX-8
Posição: Inline
Tracção: AWD
Iman: Regulável, Traseira
Transmissão: AWD

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A familia Celica vai-se juntar...

Programa



09.30H – Local de encontro e estacionamento dos Celicas por gerações no jardim municipal para a fotografia e falar sobre os mesmos.Catering (venda de t-shirt´s/autocolantes/porta-chaves (*1 estes sob encomenda).
Coordenada GPS: 39.335322, -8.933845

11.00H – Inicio do passeio cultural por algumas freguesias do concelho com cerca de 30klm com paragens para tirar fotografias filmagens e apreciar as paisagens.

13.00H – Almoço:
Entradas, Sopa de Peixe, Lombo de Porco Recheado com Farinheira, com batata assada e legumes, bebidas, sobremesas, café. (Prato típico da Região) já me estou a babar. :lol: :lol: 

15.00H – Saída do restaurante em direção ao jardim municipal e novo estacionamento dos Celicas algumas fotos e blá blá.

15.30H – Passeio cultural a pé, pela zona histórica da cidade de Rio Maior até às Ruínas da Vila Romana de Rio Maior, onde um arqueólogo ira fazer uma breve explicação sobre as mesmas.

16.30H – * Inicio da Surpresa ao volante do Celica – (Estamos pendentes do preço do seguro e responsabilidade civil) *
Irá existir taças e medalhas
_ 8 taças para os mais rápidos de cada geração e uma para a melhor senhora.
_7 medalhas prata para o 2º
_7 medalhas bronze para o 3º


18.30H – Ultimo passeio Cultural até as famosas Marinhas do Sal, para tirar mais fotografias, apreciar as casinhas típicas do sal e a tão esperada entrega de prémios referentes a surpresa.

19.30H - Final do 5 Encontro Nacional do Celicas Clube,quem quiser ficar mais um pouco pode ficar

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Os meus Celicas - 2 - Toyota Celica LBTurbo


Já muito foi dito sobre este senhor neste blog. Dono de uma mecânica tão poderosa como o seu visual, acabou por cair nas brumas do esquecimento. Pelo menos até a Tamya e MRRC se lembrarem dele. A primeira na escala 1/24 e a segunda na escala 1/32. Escusado será dizer que ambos os casos estão na minha colecção nas duas versões.

Aqui fica o recapitular da história deste tão particular Celica:

O estranho caso do Toyota Celica LB Turbo....

Eis que logo no segundo capitulo me deparo com o primeiro mistério desta saga., muito por culpa do modelo reproduzido pela MRRC. De linhas agressivas onde com algum esforço se consegue ver um Celica de primeira geração, eis que me deparo com um modelo cujo o aspecto está radicalmente preparado para a velocidade. Afinal de onde aparareceu este LB Turbo Grupo 5?

Ao que fui encontrando na net (e não é muito) o Lb Turbo nasceu do preparador alemão Schnitzer em 1977. Foram então fabricados 2 modelos pela oficina alemã. A sua intenção era dotar um Celica ST de uma preparação para competir no D.R.M. (Deutsche Rennsport Meisterschaft - Campeonato Alemão de Velocidade) contra os todo-poderosos Porsche 935.




Para competir na Divisão 1, reservada a modelos de Grupo 5, o Celica sofreram enormes alterações nas suas carroçaria feitas à base de fibra de vidro. Do modelo original só sobrou o capot, as portas e o painel traseiro.



A Scnitzer dotou este modelo de um motor Toyota 18R-G com uma cabeça de 16 valvulas especialmente preparada, uma injecção Kugelfischer e um Turbo da KKK. Ao todo "sobraram" 560 cavalos (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!).


Reza a história que um dos modelos correu as épocas de 1977 e 1978 do DRM sem grande sucesso, enquanto que o segundo modelo serviria de carro de testes/apoio. Chegava a ser cerca de 25s mais lento que os 935, conseguiu uma vitória mas numa corrida não pontuável, e os problemas de fiabilidade eram uma constante. Nunca misturem componentes europeus num carro japonês...

Imagens do Campeonato Japonês de Silhuetas

Oops... terá sido aqui que acabou a carreira do LB Turbo?

Em 1979 a TOM comprou um dos modelos da Schnitzer e levou-o para correr no Campeonato Japonês de Silhuetas. Passou em 1982 para as mãos da TRUST onde correu o Campeonato Japonês de Endurance e também onde se lhe perdeu o rasto até 2000. No ano de 2000 foi descoberto numa sucata em muito mau estado ainda com as cores da TRUST.

E assim acaba a história de um guerreiro com tanta história... se me souberem dizer como posso ir busca-lo, eu vou. WANTED
Ao que parece um dos modelos ficou-se pela Alemanha tendo sido encontrado na "Autohaus Engel a Wunsiedel / Bayern" - Distribuidor Toyota que tem uma oficina de restauro. Bora lá fazer uma "vaquinha"?



O LB Turbo foi imortalizado pela Tamya (patrocinadora oficial da equipa de silhuetas onde correu o LB, a TOM) com um kit estático 1/24 e um telecomandado escala 1/10. Também a MRRC imortalizou as duas decorações fotografadas do carro à escala 1/32., supostamente referentes ao modelo DRM.




Na decoração oficial Schnitzer, o n.º 6. Quem o conduziu? Quando
Linhas agressivas e muito precisas em relação à escala real, motor mabuchi a debitar cerca de 23.000 rpm antes que consiga repetir o número em voz alta, transmissão sidewinder, pormenores deliciosos como as jantes. Porque não ver como corre na pista? 1- Não é barato, 2 - O senhor que os fez infelizmente já faleceu


 (questões dinâmicas para quê?)
A Cric Crac produziu ainda uma série limitada deste Grupo 5 com a decoração "GSR" (Guia Slot Racing). O exemplar da foto encontra-se na colecção pessoal de um famoso coleccionador de Braga...

Aqui ficam mais algumas imagens dos modelos que corriam no Campeoanto Japonês de Silhuetas


Charmoso, batido mas ainda mexe... uma imagem de marca.

No caso particular do LB Turbo deixo a página em aberto. Que modelo era este? Qual o seu passado? Já não existirá mais nenhum? O que se passou? Deixo o repto aos Toyotistas como eu ou historiadores em geral para darem uma ajuda a preencher os vazios.
Agradece-se qualquer ajuda na tradução das páginas acima dispostas, alemão não é a minha praia de todo...